sábado, 1 de maio de 2010

Entrevista com Marcelo e Cintia (Solum)








O Senão você dança esta semana traz dicas e histórias dos professores Marcelo Eidy e Cíntia Silva, da Solum Escola de Dança. Marcelo é fundador da academia e Cíntia, além de dar aulas de dança no período noturno, é aeroviária durante o dia. Eles contam os desafios que ultrapassaram e a necessidade de constante aprimoramento para conseguir trabalhar com a dança.



Por que começou a dançar?
Marcelo: Fui convidado a ir para um lugar onde as pessoas dançam zouk (o Carioca Club) e percebi que era algo totalmente diferente e saudável. Lá as pessoas bebem água para se divertir, isto não é inusitado? (Risos)
Cíntia: Desde pequena sempre gostei de dançar e sinto um “mega” prazer. Um dia, quando pedi para o meu pai aumentar a música do rádio do carro, ele comentou “... essa menina adora música, vive dançando na frente do espelho e quando crescer só vai querer saber de dançar”. E ele tinha razão! (risos). Conheci a Solum em 2007, quando fui fazer curso intensivo de salsa e tango. Depois, quando o Marcelo me convidou para fazer parte da turma de zouk, não deu outra: apaixonei-me pela dança de salão, passei a fazer várias aulas e aqui estou até hoje. Não pretendo sair do mundo da dança e quero me aperfeiçoar cada vez mais.



Quais os ritmos que mais gosta?
Marcelo: Zouk e gafieira
Cíntia: Tirando samba rock, eu gosto de tudo. Mas, os meus preferidos são: salsa, zouk, merengue e tango. Gosto também de conhecer ritmos novos como: bachata, reggaeton, wacking vogue etc. Busco muita informação na internet, porque hoje, graças à tecnologia, podemos conhecer e aprender muito sem sair de casa.




Qual o maior problema que enfrentou ou mico que já pagou na dança?
Marcelo: Dois problemas: um foi quando eu praticava dança de rua e o médico me proibiu de dançar durante quatro anos, devido a uma lesão no joelho, e o outro foi quando quase desisti de aprender dança de salão pela dificuldade de conduzir a dama, mas minha parceira me deu a maior força.
Cíntia: Problema grave como um tombo ainda não aconteceu, mas já errei a coreografia e foi horrível (risos). Ainda bem que no final deu tudo certo. Mas uma coisa engraçada aconteceu, quando estava me preparando para uma apresentação, vestindo o figurino no banheiro, e escuto a música do meu espetáculo. Fiquei desesperada e comecei a gritar para alguém pedir para parar a música porque eu ainda não estava pronta. Quando cheguei lá, o casal da apresentação anterior estava dançando a mesma música que íamos mostrar depois. O DJ não teve nem trabalho de trocar o CD. No final deu certo, porque apresentamos uma proposta diferente e fomos aplaudidos. Recentemente, rimos do ocorrido com o casal que dançou a mesma música.





O que a dança mudou na sua vida?
Marcelo: Muitas coisas... Respeito, criatividade, improviso e auto-estima.
Cíntia: Tudo! Minha maneira de pensar, agir, buscar mais para ser melhor, ser persistente. Às vezes me entristeço quando não consigo pegar algo pela primeira vez, mas não desisto, devido à garra e à vontade. Busco como modelo algumas pessoas, não para imitar e sim para tirar lições. Passei também a ter uma vida mais saudável, pois é uma forma de exercitar o corpo, já que não gosto muito de academia de ginástica.





Qual o conselho que daria para quem está começando ou gostaria de começar?
Marcelo: Sempre tem alguém melhor do que você em determinadas coisas, veja isso como um alicerce e não uma barreira. Dança não é só saúde corporal, mas sim intelectual. Se você se aprofundar neste mundo, não sairá de suas raízes até ficar velhinho.
Cíntia: Dançar é falar sem voz, é a sintonia expressa através do corpo. Meu conselho é: faça com prazer e divirta-se acima de tudo. Se você se entristecer no inicio quando o passo não sai, vá com calma, comece de novo, que tudo ser tornará mais fácil. Entregue-se aos movimentos e deixe seu corpo ser conduzido pela música. Tome muita água, viva de maneira saudável, porque se tudo está bem o que vier é lucro e o corpo agradece. Busque modelos para você se inspirar, mas não para imitar. O estilo é pessoal e de cada um, portanto tire moldes e não cópias e aplique o que você tem de mais bonito.



Conheça mais o trabalho dos professores Marcelo e Cíntia (Solum) neste vídeo.

6 comentários:

  1. Cris, muito legal a iniciativa de abordar o mundo da dança de salão. Morro de vontade de aprender, mas sou bem travadona. Quem sabe o seu blog não me incentiva a ir adiante???

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  2. OI, Thais
    Nossa intenção é essa mesma, estimular outras pessoas a conhecer a dança. Vou te contar um segredinho, mas não espalha para ninguém: eu também era travada como uma porta, mas tinha tanta vontade de aprender que hoje me divirto dançando qualquer ritmo nos bailes da vida.
    um beijo

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  3. Oi Cris,
    Quando vai me convidar para aprender a dançar também?

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  4. Congratulations Chris, muito legal a iniciativa de vcs fazerem o blog. Estou em Sydney e comecei a dançar aqui. Sempre sonhei em fazer ballet clássico mas não tive oportunidade quando era criança. Nem por isso abandonei a ideia. Agora não estou só estou me aventurando pelo ballet, mas tb pelo jazz e adorando hip hop.
    All the best for you.
    Jacira

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  5. O Marcelo e a Cintia são memso grandes nomes do zouk e da dança como um todo! Admiro o trabalho deles e assino embaixo o que falaram: dança é movimento, é vida, é saúde!

    Parabéns aos dois!!!

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