
No último domingo, meus amigos estranharam quando disse que não queria sair para dançar. Meus pés estavam com bolhas e dois dedos sangrando. A ferida era resultado de uma saída na quinta-feira, quando fui chamada de última hora para uma balada de zouk, mas não estava preparada. Não usava nem a roupa nem a sandália adequadas, mas a vontade de dançar foi maior.
Nos três dias seguintes, insisti em dançar mesmo com os dedos machucados. Até que chegou domingo e meus pés pediam descanso. Estava quase desistindo de sair, mas a vontade de aprender um passinho novo de gafieira superou a dor e acabei indo mesmo assim.E como fiz para conseguir?
Bom, primeiro tive que ouvir boas gargalhadas dos meus amigos, quando pouco antes da aula de gafieira comecei a enfaixar os dedos dos dois pés com band-aid para conseguir calçar um sapato fechado de salto, apropriado para dançar. Ouvi deles que estava fazendo manha, porque de longe não parecia ser um machucado sério, apenas um raspão, mas dois dedos estavam em carne viva e não conseguia colocar sapato algum.
Esta não é a primeira vez que passo por esta situação. Quando começamos a dançar, é normal que tropecemos, que pisemos no pé do parceiro e levemos também umas pisadas no meio do salão.Uma vez, eu estava tão animada porque era um dos meus primeiros bailes de gafieira, então nem ligava quando aconteciam estes imprevistos comigo. Só fui perceber quando cheguei em casa e olhei para a unha do meu dedão e lembrei que não tinha pintado de esmalte vermelho.A pisada tinha sido tão forte que sangrou e coagulou em cima da unha. Acho que na empolgação, os pés ficaram tão quentes que nem senti a dor. Comecei a rir quando lembrei que o esmalte era branco.
Mas, quem está começando não deve ficar assustado, porque estes episódios são só para dar risada. Isso não acontece com frequência e nunca mais ocorreu comigo. Com o tempo aprendi que para evitar este tipo de situações basta usar sandálias e sapatos especiais para dança, de preferência os fechados para não ter problemas de levar um salto bico fino no meio do pé, por exemplo.
Moral da história: a gente se diverte na dança de qualquer jeito e, em casos de emergência, nada que um bom esparadrapo ou band-aid não resolvam.
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