
Como qualquer coisa que a gente se propõe na vida, a dança exige persistência. Ter amor pelo que se faz ajuda muito, mas se não houver dedicação e muita vontade, a tendência é parar no primeiro obstáculo.Um comentário maldoso de um colega ou de um familiar, uma crítica de um professor, um erro na apresentação, demorar para entender um passo mais complicado, tudo pode ser motivo para desestimular.
A pessoa acaba desistindo com o pretexto de que estava atarefado demais no trabalho, que precisava ter mais tempo para a família e que a dança era só um hobby mesmo, nunca havia pensado em se tornar um profissional.Na verdade, quando se analisa realmente, a pessoa não modificou em nada sua rotina, continuou fazendo as mesmas coisas, só que desistiu de um sonho, de se dar um prazer.
Fico me perguntando quantas vezes fazemos o mesmo em outras áreas da vida. Deixamos de investir num negócio próprio, porque nos ensinaram que era mais seguro ter um emprego registrado;casamos só porque todo mundo está casando, paramos de estudar porque já nos achamos velhos; deixamos de fazer o que realmente gostamos preocupados com o que os outros vão pensar.
Na última semana, quando o professor foi corrigir o passo de um colega meu de tango, ouvi ele me criticando e desafiando o professor a fazer aquela parte da coreografia comigo, dizendo que, se a mulher não é boa dançarina, o passo não sai. Dancei com o professor e o passo não saiu perfeito, mas saiu.
É claro que não é a melhor coisa do mundo ouvir que você não está dançando bem, mas na hora só me veio à cabeça de que eu não tinha completado ainda nem um ano de curso e que estava tentando a cada dia fazer o meu melhor, respeitando os meus limites.
Não sei se meu colega entendeu o que meu professor quis mostrar para ele. Muito além de um passo de dança, é preciso respeitar o seu parceiro ou parceira.
O importante é que com este episódio eu aprendi uma lição valiosa: independente do que os outros digam para mim, devo seguir em frente e acreditar no meu potencial. Críticas sempre vão existir e elas só servem para nos dedicarmos ainda mais e persistir, sendo felizes a cada passo, a cada dança.
Fico me perguntando quantas vezes fazemos o mesmo em outras áreas da vida. Deixamos de investir num negócio próprio, porque nos ensinaram que era mais seguro ter um emprego registrado;casamos só porque todo mundo está casando, paramos de estudar porque já nos achamos velhos; deixamos de fazer o que realmente gostamos preocupados com o que os outros vão pensar.
Na última semana, quando o professor foi corrigir o passo de um colega meu de tango, ouvi ele me criticando e desafiando o professor a fazer aquela parte da coreografia comigo, dizendo que, se a mulher não é boa dançarina, o passo não sai. Dancei com o professor e o passo não saiu perfeito, mas saiu.
É claro que não é a melhor coisa do mundo ouvir que você não está dançando bem, mas na hora só me veio à cabeça de que eu não tinha completado ainda nem um ano de curso e que estava tentando a cada dia fazer o meu melhor, respeitando os meus limites.
Não sei se meu colega entendeu o que meu professor quis mostrar para ele. Muito além de um passo de dança, é preciso respeitar o seu parceiro ou parceira.
O importante é que com este episódio eu aprendi uma lição valiosa: independente do que os outros digam para mim, devo seguir em frente e acreditar no meu potencial. Críticas sempre vão existir e elas só servem para nos dedicarmos ainda mais e persistir, sendo felizes a cada passo, a cada dança.
Cris, esse seu texto aqui é precioso! Isadora, minha filha, começou a fazer dança (balé) e digo isso pra ela toda hora.. e eu estou querendo me aventurar numa outra modalidade. Além disso, conheço várias pessoas que não vão mesmo por vergonha. Eu, aqui, ó! Fora todas as desistências ao longo da vida que vc cita. Muito bom!! Beijos e obrigada pelo texto!
ResponderEliminarLígia
Querida, Ligia
ResponderEliminarVergonha, medo,ficar pensando sempre no que os outros vão achar nunca fez bem nenhum para a gente. Só perdemos com isso, tentando agradar os outros antes de agradar a gente mesmo. Obrigada pelo incentivo, preciso voltar a escrever e como na dança o medo também paralisa a escrita. Que bom você ter me lembrado deste texto. A teoria precisa ser colocada na prática, ne?
beijo
As vezes acho que o texto acima deveria ser um daqueles que a gente coloca na porta da geladeira, no armário do quarto, como fundo de tela pois não deveria ser esquecido nunca.
ResponderEliminarDesistimos a cada segundo, a cada momento de coisas que são tão importantes para a nossa vida, nossos relacionamentos e tudo aquilo que acreditamos e queremos fazer.