Na vida, como na dança, existem os contratempos e as pessoas que pisam nos nossos pés e deixam marcas. Hoje o meu texto é mais um desabafo. Não fui à academia nesta semana, porque "levei um baile" de um motoqueiro que puxou minha bolsa, quando eu calmamente atravessava a rua Maurício Klabin, indo em direção ao metrô Chácara Klabin, na Rua Vergueiro. Detalhe: era dia dia, por volta de duas horas da tarde.Lembrei-me que existe um passo na gafieira que chama-se "assalto" e na dança é até muito bonito porque as meninas jogam charme ao levantar os braços para cima, mas na vida real só nos traz a sensação de impotência.
Primeiro, comecei a gritar para ver se alguém conseguia deter o ladrão e depois passei a chorar no meio da rua, nervosa. Ainda bem, que ainda existem pessoas boas no mundo e o porteiro do prédio em frente e um moço que passava na rua também me ofereceram o telefone para ligar.
Fui à polícia comunitária da Chácara Klabin, há 500 metros de onde estava, e eles simplesmente disseram que não podiam fazer nada. Pensei que ao menos pudesse fazer o boletim de ocorrência lá, mas nem isso eles fazem. Realmente fiquei muito chateada com o atendimento, porque eles poderiam ser ao menos um pouco mais sensíveis com quem chega chorando. Senti, claramente que é uma banalização ao ponto de ninguém mais se comover com a dor do outro e a própria polícia enxerga como se fosse algo normal.
O pior foi ainda ficar três horas e meia para fazer um B.O na sexta delegacia de polícia na Vila Mariana, sendo que havia apenas quatro pessoas na minha frente. Ainda perguntei se nÃo poderia ser feito via internet e o rapaz me disse que não, porque eu tinha visto o infrator.
É realmente doido a gente não poder entrar dentro da própria casa, não poder usar o próprio carro, não poder ligar para ninguém, já que todos os telefones estão na agenda do celular, não poder sacar dinheiro ou comprar uma comida, nem poder ser identificada como você mesma, já que levaram todos os documentos.
Agradeço a Deus por fisicamente nada ter me acontecido, mas continuo pensando até quando vamos continuar achando normal que estes e outros crimes aconteçam?
quarta-feira, 23 de junho de 2010
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