Desde a infância, eles descobriram que gostavam e tinham facilidade para dançar. No entanto, precisaram de muita dedicação e força de vontade para vencer na profissão. Neste bate-papo, os professores Marco Aurélio Lima e Karina Cardoso, da Academia do Samba, de São Bernardo do Campo, contam os micos que já passaram e recomendam persistência para quem está começando.
Por que começaram a dançar?
Marco Aurélio: Aprendi os primeiros passos de samba-rock com as minhas primas, para não ficar de fora das festas na casa da minha avó, aos finais de semana. Meses depois, achei que já sabia dançar, no entanto, quando fui a uma casa de samba e vi casais dançando muito, percebi que não sabia nada. A partir daí despertou em mim o maior interesse pelo samba a dois. Nos bailes, observava os casais e, durante a semana, tentava treinar a base que eu tinha visto. Uma vez fui com minha irmã a um baile e as pessoas gostaram de nos assistir. Desta forma, descobri a facilidade para dançar e não parei mais, freqüentando com mais intensidade as casas noturnas, até me tornar professor e proprietário de uma academia de dança.
Karina: Comecei a dançar aos nove anos, depois de ter visto a apresentação de jazz da minha irmã. Fiz dois anos e meio de aulas, mas precisei parar, por dificuldade financeira. Depois de mais de dez anos, descobri que poderia ser bolsista em academias de dança e não precisava de um par para isso, porque a academia não trabalhava com casais fixos. Foi a minha maior alegria, porque tive a oportunidade de fazer algo que sempre quis muito. Apaixonei-me não só pela dança, mas pelo professor de dança do qual sou noiva hoje.
Quais os ritmos que mais gosta?
Marco Aurélio: sambas e bolero.
Karina: gafieira, pagode, samba-rock, forró e rock soltinho.
Qual o maior mico que já pagou na dança?
Marco Aurélio: Quando não sabia dançar, não podia olhar muito para a dama, pois se ela começasse a conversar eu perdia a marcação. Outro mico foi quando eu chamei uma mulher pra dançar e ela já veio sambando. Foi um sufoco, porque demorei a entender o passo. Aprendi que nós cavalheiros devemos sempre começar a dança, para termos domínio da situação.
Karina: Foi no aniversário do Marco lá na Academia do Samba, quando estávamos dançando em uma grande roda e ele me colocou para fazer um “espacate”. Eu estava de vestido colado e naquele dia, como eu não estava esperando dançar logo após a aula, ainda não tinha colocado meu short por baixo. Assim que eu subi, o vestido veio junto. Nossa, que vergonha! Foi o maior delírio da rapaziada (risos)!
O que a dança mudou na sua vida?
Marco Aurélio: Hoje, sou um homem realizado, a dança me trouxe muita felicidade e satisfação.
Karina: A dança simplesmente transformou minha vida! Sou muito feliz por poder praticar uma atividade que me alegra tanto e não sei mais viver sem ela.
Conselho para quem está começando ou gostaria de começar:
Marco Aurélio: Fazer um pouco de cada ritmo, caso não tenha uma identidade formada, pois cada um tende a gostar de um ou dois. Recomendo que a pessoa procure se aperfeiçoar no ritmo que mais se identificar.
Karina: Não desista jamais, porque somos capazes de aprender qualquer coisa na vida. A única diferença entre uma pessoa e outra, é o tempo de aprendizado, que pode estar atrelado a diversos fatores como: treinamento, dedicação, atenção ao detalhes e ao dom pessoal de cada um. O começo é sempre mais difícil, mas depois, quando a pessoa começa a entender toda a lógica do ritmo, tudo vai ficando mais fácil. Eu mesma, no começo, tive muita dificuldade de entender todo o mecanismo, mas, com o tempo, tudo foi clareando.
oiiiii como faço para conseguir contato com o Marco já tive aulas com ele porém perdi totalmente o contato.
ResponderEliminarAdoraria a voltar a praticar danças.
Ele dá aula na Academia do Samba.
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