“Consegui uma turma de amigos que nunca tive na adolescência para sair na balada e virar a noite”. Essa é uma das principais mudanças que a dança trouxe na vida da analista de sistemas Nilza Pires, coordenadora do grupo Adoramos Dançar, uma rede social de internet, hoje com cerca de 120 pessoas, dedicada a promover eventos de dança e fazer novas amizades.
Por que começou a dançar?
Sempre gostei, costumava ir aos bailes chamados Nostalgia onde tocava muito samba-rock e as famosas músicas lentas. Há uns três anos, no entanto, fui convidada a participar de uma comunidade de dança no Orkut. No primeiro encontro no Zais (casa noturna de dança de salão) fui tirada por um rapaz que me perguntou se eu sabia dançar e logo respondi: Lógico! Nossa! Só dei fora. Não sabia nenhum passo de dança de salão. Então, percebi que era melhor me inscrever num curso para aprender algumas técnicas.
Como surgiu a idéia de criar a rede social de internet Adoramos Dançar?
Na realidade copiei a idéia de um amigo que fazia aula comigo no SESC e criou um grupo. Saímos poucas vezes para dançar, mas ele começou a namorar e praticamente desistiu do grupo. Então, resolvi criar outra turma que, graças a Deus, e a todos os adoradores de dança, deu certo. Até o momento são 120 pessoas cadastradas, com cerca de 40 realmente ativas. As outras participam mais dos eventos maiores, não escrevem muito, mas gostam de ler as mensagens postadas.
Vocês trocam mensagens diariamente e que tipo de dicas de dança dão no grupo?
Diariamente? Existe o termo “minutamente”? (risos). São mais ou menos 30 ou 40 posts por dia. Há a indicação e a combinação para ir ao local e, finalmente, os comentários pós-eventos da turma. Tem dica de tudo que você possa imaginar, relacionada a eventos culturais: shows, escolas de dança em qualquer parte da cidade e seus respectivos cursos, saídas dançantes etc. Até sugestão de cinema, filmes de dança e peças de teatro. Já promovemos também dois eventos próprios com sucesso: uma festa junina em 2009 e um churrasco-dançante num sítio esse ano. Formamos uma comissão organizadora e todos os participantes cooperam muito.
Quem quiser fazer parte também do grupo o que deve fazer?
Basta pedir inclusão. O importante é que essa pessoa goste de dançar, de se divertir, tenha o astral lá em cima, porque se não tiver a gente coloca e logo se tornará mais um viciado em dança (risos).
Quais os ritmos que mais gosta?
De tudo, menos zouk e valsa (esses ritmos nem procurei aulas).
Qual o maior mico que já pagou na dança?
Olhando fotos percebi que fazia careta pra dançar. Era tanta concentração para não errar que eu ficava com a fisionomia transformada. Depois disso, só danço tentando sorrir, mesmo que eu erre, esteja com pé doendo ou tenha levado uma bela pisada.
O que a dança mudou na sua vida?
Tenho agora uma coisa que não tive na adolescência: uma turma pra sair e virar a noite na balada. O principal foi ter feito muitas amizades. É uma galera que não está a fim de baderna e não se embriaga. E quando rolam as paqueras, não atrapalham o espírito do grupo.
Conselho para quem está começando ou gostaria de começar?
Entre de corpo e alma nesse propósito. Ninguém nasceu sabendo dançar. Não tenha medo de errar e fazer de novo. Um dia a gente aprende. Procure escolas onde você se sinta bem. Não adianta fazer aula em uma escola de dança famosa, se os instrutores te enxergam apenas como mais um pagante.
A Nilza tornou possível que um grupo de malucos pela dança(rs) se reunissem e se mantivessem unidos, com cada vez mais alegria e respeito. Obrigada pelo tempo investido nesse propósito e, é claro, pelo carinho que tem pelo projeto e pelos membros!
ResponderEliminarNILZA VC ESTÁ CHARMOZISSIMA DANÇANDO, ESTÁ ÓTIMA A FOTO E A ENTREVISTA ENTÃO MUITO DEZ....ACHEI MUITO BEM BOLADA AS PERGUNSTAS, PARABÉNS AS JORNALISTAS KKKK SÃO ÓTIMAS...
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