
Errar e pagar micos de vez em quando faz parte
Quem nunca se aborreceu por ficar largado num cantinho da festa enquanto os amigos se acabavam de dançar? Impossível não morrer de inveja e vontade de saber pelo menos um pouquinho além do “dois-pra-lá-dois-pra-cá”. Mas daí vem a crença de que é preciso um talento extraordinário e a pessoa se convence de que nunca será capaz. A vida vai passando, o desejo é colocado em segundo plano, como se dançar fosse algo menor e sem importância.
Quantas mulheres já se imaginaram nos braços de um homem maravilhoso que as soubesse conduzir, mas acabam deixando de lado o seu sonho, sem perceber que podem estar abrindo mão de algo muito maior – de sua própria auto-descoberta, de seu prazer. Nos homens, o desejo também vem na forma de “puxa, se eu dançasse bem como esse cara...”, mas fica escondido por trás de preconceitos do tipo “isso não é coisa para macho, esse rebolado...”, deixando uma oportunidade de conhecer mais o próprio corpo e seus limites.
A frase mais comum entre as pessoas sem coragem de começar a dançar é: “eu não vou pagar mico!”. A verdade, no entanto, é que ninguém precisa ter vergonha de começar, porque todo mundo que dança pode até esconder, mas já passou por isso pelo menos uma vez. Ninguém nasce sabendo, e assim como na vida, errar faz parte do aprendizado. Engana-se quem pensa que aquele professor de dança e aquela bailarina maravilhosa nunca tropeçaram ou foram durinhos como uma porta. Você acredita mesmo que eles jamais se atrapalharam no passo, nunca “levaram fora”, pisadas ou quebraram salto?
Há muito mais além dos mitos e lendas sobre dança de salão e quem tiver coragem de ouvir a própria vontade sem medo de errar (e até de pagar micos de vez em quando), encontrará um universo riquíssimo. Uma maneira deliciosa de fazer amizades com pessoas de todas as idades que têm o objetivo em comum de aprender e se divertir. O único risco que se corre é descobrir que na dança, assim como na vida, não é necessário saber o passo perfeito para curtir e ser feliz.
É o medo de pagar mico e aquele lance de "eu sou muito duro". É duro, mas não precisa continuar sendo duro. Aprender a dançar ajuda muito. Uma coisa que me incentivou a aprender, foi ver japonês sambando. Pow! Se até japonês samba, eu tenho obrigação de aprender. Bjo grande Cris!
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